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[RESENHA] Annástria e os Sete Escolhidos de Selène D'Aquitaine

Editora: Ícone | Páginas: 456 | Livro nacional | Série: Annástria | Volume: #2 (2011)

Leia também:
O Príncipe dos Deuses - vol. #1
Stellnaja é uma jovem francesa que estuda em um estimado internato exclusivo para garotas. Sua vida era confortavelmente normal até a jovem começar a ter sonhos estranhos. Certa noite a garota descobre que sua vida está prestes a mudar drasticamente ao perceber o surgimento do desenho de uma cobra impregnada em seu pulso. A diretora do internato e tutora de Stellnaja, Anita Collin, revela a sua protegida a verdade sobre o destino que aguardava a jovem menina. O poder de se transformar em cobra é considerado por muitos algum tipo de maldição. Stellnaja aceita sua missão. Ela precisa reunir sete annastrianos que viveram em diferentes épocas e os manter seguros. Cada um dos escolhidos foi escolhido pela deusa de Annástria, Florença.
Esse é o segundo volume da trilogia Annástria, da escritora brasileira e parceira do blog Selène D’Aquitaine. Uma palavra para definir o livro: excelente!

Aqui em Annástria e os Sete Escolhidos a história toma outra rumo. Um rumo diferente e inesperado. Os Sete Escolhidos é dividido em quatro partes, as quatro partes são narradas por personagens diferentes: Stellnaja, Ímpar, Darin e William.

A primeira parte narrada pela incrível e minha personagem preferida: Stellnaja. Nessa parte (que é a mais longa do livro), Stellnaja deve viajar para reunir Os Sete Escolhidos e mantê-los protegidos da Deusa das Trevas, Satine (mulher incrível essa). Durante as viagens Stellnaja acaba em várias encrencas e sempre que tem algo a dizer, ela diz.
“Pensei se minha alma iria direto para o inferno por mentir tão descaradamente para uma freira.” p.109
E não para por aí:
 Qual é o seu nome, minha filha? 
 Madalena. - menti. Com certeza minha alma estava condenada.” p. 109
Em várias situações Stellnaja me fez rir, deixando o livro mais leve e aumentando minha curiosidade.

Já a segunda parte do livro é pelo ponto de vista da Ímpar, e é onde aconteceram as coisas mais surpreendentes e também onde o livro assume um ar sério, mais adulto.

Acompanhamos Ímpar em todos os seus momentos. Durante a sua “estadia” nos Campos Jônicos enxergamos o tamanho do seu sofrimento, do seu Azar e da sua Culpa. Mas principalmente o seu amadurecimento.

Vou parar de falar da Ímpar antes que solte “mais” spoilers.

Terceira e penúltima parte é narrada pelo Príncipe de Annástria, Darin.

Darin tem que continuar com sua tarefa: as sete provas para reaver suas penas. Mas problemas acontecem. Claro que não vou contar quais são os problemas, seria mais spoilers.

A parte do Darin é bem rápida, mas não deixa de ser boa. Mesmo aqui Stellnaja me fez rir muito.

Quarta e última parte do livro. Narrada por um membro do lado negro: William.

Essa é a menor parte, pro outro lado é onde entendemos um pouco mais sobre o Príncipe das Trevas e suas verdadeiras intenções.

O Epílogo, assim como em Annástria e o Príncipe dos Deuses me deixou curioso para saber o desfecho da trilogia.

Para terminar:
Eu não gosto de livros em 1ª pessoa, mas a leitura dessa foi tão boa que eu até esquecia disso, o que eu achei ótimo e fez com que o livro só ganhasse mais pontos.

E nesse segundo volume podemos perceber a evolução da autora, Selène, na criação dos personagens (que parecem esconder muitas caras, o que dá um toque de realidade em cada um deles), e principalmente, nas emoções.

Aguardando o desfecho da saga.

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